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04/03/2010

 

Biléo conversa com Alckmin; diz que fica no PSDB e defende unificação do partido

 

Afilhado político de Magalhães Teixeira, Franco Montoro e Mário Covas, Biléo Soares sempre foi um homem de trânsito livre entre os históricos do PSDB. Por conta disso, esta semana, recebeu telefonema de Geraldo Alckmin. O governador de São Paulo, no entanto, não fazia articulação política, nem pedia auxílio de Biléo para o encaminhamento mais adequado a alguma demanda de interesse de Campinas ou da Região Metropolitana. Alckmin ligou, exclusivamente, para saber sobre a saúde de Biléo – que vem lutando contra um câncer já há alguns anos.
Com coragem e naturalidade, Biléo fez um histórico da doença. Contou sobre as cirurgias a que foi submetido nos últimos meses e revelou detalhes sobre as sessões de quimioterapia a que tem sido obrigado a realizar nas últimas semanas. Os relatos, no entanto, não tiveram um tom de lamentação. Ao contrário. A autocomiseração foi substituída por uma nova demonstração de amor ao PSDB – partido onde ingressou ainda estudante e que enfrenta uma grave crise institucional no âmbito municipal.


Vereador Biléo Soares

“O que mais me preocupa, governador, não é minha doença, pois tenho recebido todos os cuidados dos médicos; o apoio dos meus amigos e o carinho dos meus familiares. O que mais me preocupa, governador, é a saúde do PSDB”, disse ele.

Agora em abril (no dia 10) o partido vai escolher o novo diretório municipal - no pontapé inicial da preparação para a corrida eleitoral de 2012 que, por sua vez, pode definir o futuro da legenda na cidade e na região. Biléo está preocupado com a unidade do partido que, segundo ele, “está dormindo num sono profundo de divergências e conflitos”.

Para evitar que essas divergências provoquem maiores danos, o vereador lançou uma espécie de campanha pela unidade. Lembrou que no dia 13 de março serão realizadas as convenções para os diretórios zonais que, por sua vez vão escolher o diretório municipal.

“Dos 7 zonais, já temos a uma posição de unidade em três. Precisamos convencer os outros quatro a fazerem o mesmo, porque não adianta destruir para depois construir algo novo. Temos de nos unir para fortalecer o que já existe e sair com força para ganhar as eleições em Campinas”, diz Biléo. “A chance do partido está na unidade; é seguir todos juntos. O partido não pode se dividir, se fragmentar”, advertiu.

Depois da conversa por telefone, Biléo escreveu uma longa carta de cinco laudas ao governador relatando os problemas do PSDB na cidade. Lembrou, em síntese, que o partido “precisa” entrar como protagonista nas próximas eleições municipais.

Biléo garante que a conversa com Alckimin não foi um pedido de intervenção. “Nas últimas semanas as coisas evoluíram de forma satisfatória e estão se encaminhando para a união”, avalia. Ainda assim, o governador deixou um recado. “Se vocês não conseguirem resolver os problemas de Campinas, existe um anestesista que pode ajudar”, disse Alckmin, que é médico, referindo-se à própria especialidade.

Biléo fez questão de dizer que não tem a intenção de deixar o PSDB. “O comandante é o último a deixar o navio. Jamais faria isso. O que eu quero é pensar na unidade e no fortalecimento do partido”, finalizou.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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